Silêncio

Abril 23, 2008

a palavra SILÊNCIO colada nos pilares da igreja amarra-nos ao recolhimento, mas eu não procuro a paz de espírito num lugar destes. Antes recordo o tempo das festividades e das obrigações religiosas que  pontuavam a minha vida há séculos.

espero pelo santo sacrifício da saída para abraçar a Susana. “Isto custa mais do que parecia” e a comoção estampada no rosto. Fait divers ajudam a regressar.  “só ontem achámos dois sítios, um com 18 outro com 16… ovos. As maganas escondem-nos. Hoje descobrimos um com 24!” Sem Mindinha não há quem recolha os ovos antes que as galinhas se sentem a chocar. Não há quem dê avonde a apanhar as favas… e o Dick perde a cabeça e ataca quem vem.

Um mês depois o ‘campo’ não se conforma com tamanha ausência de Mindinha. Mesmo assim Susana trouxe um saco de favas para a comadre, minha irmã, que está sem carro e não vai ir carregada. Dividem comigo.

Há uma doçura tão grande na partilha dos bens que a terra dá! Quem tem terra é generoso, dá e dá e dá… Como a Terra. E hoje (ontem) celebra-se o Dia da Terra. Coincidência!