aquela manhã sacudiu a inércia do tempo que parecia imutável. Depois das notícias do golpe que decorria em Lisboa era o nervoso miudinho da espera.
a alegria instalava-se definitivamente ao cair da tarde quando a tv mostrava as imagens do povo de Lisboa, desde manhãzinha a dar força às forças militares, inundando as ruas, juntando-se aos soldados. E cravos vermelhos saiam dos canos das espingardas enterrando as balas, que ninguém queria o outro vermelho de sangue. Cachos humanos enfeitavam as árvores, as carutas duma cabine telefónica os arcos dum monumento. Rostos de coragem, que não de curiosidade! Peito feito às balas que viessem, se viessem. Rostos de gente que conhecia torturas da pide e prisões arbitrárias. Bocas que gritavam por LIBERDADE

Só quem o viveu é capaz de continuar a desejar: Vinte-cinco de Abril! Sempre!
Abril 24, 2008 ás 4:00 pm |
25 de Abril sempre…
pela Liberdade de expressão.
Se não tivesse havido 25 de Abril, teríamos hoje uma extensão “virtual” da nossa vida? Seja em blogs, em sites, portais, metaversos ou simplesmente seja em mails e fóruns, esta é uma questão a colocar.
Um grupo de residentes do metaverso Second Life pretendeu demonstrar que Abril ainda é possível. Que conversas, poemas, músicas, experiências e sonhos que podem e devem ser partilhados.
Para isso, montaram uma exposição nesse mundo virtual, para todos os que lá passarem poderem recordar não só as fotos como os testemunhos e as música da altura. O dia da Revolução, os antecedentes da Revolução, a vida naqueles tempos, a revolução na voz do Povo e o outro lado da Revolução – toda a abrangência do 25 de Abril de modo a nada ser esquecido. Uma exposição de todos e para todos, em que todos podem se rever. E participar.
Uma semana inteira de acontecimentos, e pela primeira vez um grupo de pessoas saltita de local em local do Second Life, com um único objectivo: partilhar experiências e testemunhos, músicas, sons e poemas dessas épocas. Posso dizer, que nesta recta final (os eventos iniciaram no Domingo 20) o balanço é mais que positivo. Juntar “na mesma mesa” (ou no mesmo servidor
capitães de Abril, soldados do ultramar, apoiantes da revolução, bebés de Abril ou até mesmo quem apenas conhece os factos pelos livros e opiniões dos outros….ou até quem tenha tido a vida completamente alterada pelos acontecimentos seguintes…
É emocionada (eu que me enquadro nos não nascidos
) que oiço as recordações e testemunhos de todos. Porque este é talvez, das efemérides ou datas que assinalamos na nossa História, a única que todos podemos ter uma palavra a dizer. Todos tivemos envolvidos, directa ou indirectamente, através dw pais, avós, tios, amigos… e todos devemos de vez em quando recordar. Tudo o que de bom (e mau) daí resultou. Nesta nossa Segunda vida, acabamos de ver que isso é possível.
Aproveito para lhe endereçar o convite de se juntar a nós e participar na exposição. Seja com um testemunho, comentários (como os que aqui mostrou, e que peço desde já autorização para utilizar), uma presença in-world ou meramente pela divulgação do mesmo, cuja importância já foi reconhecida internacionalmente. Pode obter mais informações (e links para a descrição dos eventos) blog tagus.wordpress.com…
E Bem haja Abril. Sempre.
Abril 24, 2008 ás 4:20 pm |
Afro, utilize à vontade!