Há tempos aderi à Factura electrónica e fiquei contente: era ecológica, certinha a chegar.
Hoje a Factura PT chegou em papel pelo correio normal: o endereço vinha errado, para começar. Era portanto a segunda factura de Abril. Data: 25 de Abril (feriado!), valor: 25,25 (coincidência 25…)
Liguei para o Apoio PT. Simpatia e competência da menina do Serviço de atendimento, devo dizer. O resumo dito da explicação é muito simplesmente intragável como o óleo de fígado de bacalhau da minha infância inacreditável:
a PT Comunicações deitou fora o cartão PT universal e com ele a base de dados electrónica do cliente. Recorreu a uma velhíssima base que lá havia no sótão, incompleta e desactualizada. Coisas da modernidade mal gerida.
Fico a pensar…
Tanta restruturação, tantos despedimentos, tanta modernização transformaram uma empresa de confiança antiga, numa bandalheira de concorrência desenfreada.
Corrigidos os dados errados e em falta, lá me perguntaram se preferia a Factura Electrónica. Desde que funcione, respondi. Afinal já estou habituada, é tão simples e ecológica. Então diga-me o seu endereço e-mail. Estou a perceber tudo: despediram os trabalhadores eficientes e eles levaram a base de dados. Agora os novos vão ter de começar do zero, inevitavelmente com perda de eficiência.
Sim, porque isto de trabalhar com novas equipas de gente a contrato precário, mal pagas e sem tempo para ganhar experiência, só pode piorar um serviço que era eficaz e bem feito. Longe vão os tempos da satisfação e do orgulho de se ser uma empresa de confiança.
Agora é tempo de fusões e confusões, o serviço pode ser reles, o cliente não merece respeito, o que interessa é o lucro das compras, das fusões, das confusões.
Actualização: também Vital Moreira reclama da PT . Intolerável, diz ele e eu concordo. Pena tenho de não arranjar coragem para acabar com o telefone fixo