São Brás do Alportel era logo ali, do barrocal à serra é um pulinho. O tio sabe onde é o Arimbo? (ih! se o tio soubesse…)
então vou esperá-los ao pé do Lidl . A comadre mudou de carro e os tios seguiram atrás num sobe e desce de carrocel. Como é que este gajo encontrou este sítio… murmurava o tio, isto há dois anos parecia mais perto! Ainda não era nada, o mais difícil estava a chegar com o fim do piso alcatroado, as veredas mais estreitas. Estávamos no meio da serra e os compadres mandáram-nos apear. O quê?!!!
É que daqui pá frente têm que ir no meu carro… Tinha começado a Aventura. Apertámo-nos os quatro no banco da frente, que o Ricardo garantia ter espaço para todos (e teve!!). Teve, é como quem diz, teve volante e travão de pé, porque o travão de mão estava instalado entre as pernas da comadre.
Chegámos!! chegámos ao fim do caminho para o carro!!! Já que, a partir do parque aviado de tendas de comes e bebes, foi a trepar serra acima. Sempre a subir até à Zona Espectáculo ao lado da pista por onde desciam os ciclistas, ora voando, ora pedalando a acelerar velocidade num ensaio eliminatório dos concorrentes. Que idade dá àquele, tia? Respondi 13. Riu-se é da minha idade. 47. E há mais velhos. Aquele é o campeão nacional. Nome? Cláudio Loureiro.
Mas eu só queria ver o João… Olha agora é que eu acho que vêm lá uns parecidos, vermelho escuro. Trás, catrapás, no chão de pedra e pó todos me pareciam escafandristas.
Quanto ao Johnny de lindos olhos azuis como o pai ainda o conseguimos ver na bicha imensa dos que esperavam o shuttle para voltar a subir ao topo da serra e de novo esgalhar pela pista encosta abaixo. Adrenalina!
Carrasqueiras, medronheiros e azinheiras, pinheiros e eucaliptos e aquele perfume intenso a que chamamos ar puro. “Bico Alto”, “Mealhas”, “Barracha”, “Funchais”, “Falfosa”, “Bela Salema”, “Chelote”, nomes de placas no regresso à urbe. Foi um prazer, Ricardo! para a próxima começamos a treinar mais cedo a endurance…