Os jogos de guerra estão para a futura agressão da mesma maneira que o acto de fumar está para o cancro dos pulmões. É uma relação estatística não tem a ver com cada indivíduo. E estatisticamente observada é assim: na violência virtual os jovens aprendem que a brutalidade compensa, que é uma coisa boa. Daí são libertadas endorfinas, as hormonas da felicidade. Ao cometer o seu crime os futuros criminosos comportam-se da mesma maneira. A capacidade de compaixão foi-lhe virtualmente retirada. Não é por acaso que na sua origem os jogos de guerra foram desenvolvidos nos círculos militares, para fabricar soldados sem emoção, ou seja, eficientes.